Sim! Geralmente esquecemos que o nosso corpo todo está interligado por cadeias de fáscias e músculos. Foi justamente isso que me encantou na terapia manual.
Por que os tratamentos tradicionais nem sempre resolvem a dor?
Foram anos de estudo para encontrar uma maneira de atuar de forma não convencional. Sempre recebi clientes dizendo que já tinham feito de tudo para resolver aquela velha dor nas costas que não passa. Isso me tornou um questionador: por que os métodos tradicionais nem sempre dão certo?
Cheguei à conclusão de que, na maioria das vezes, as técnicas são aplicadas apenas no local da dor, e não na disfunção, que quase sempre está distante de onde dói.
A dor aparece em um lugar, mas a causa costuma estar em outro.
O diafragma e a dor no pescoço e nos ombros
O diferencial do meu trabalho está na avaliação e na maneira de tocar. Na avaliação, identifico qual músculo está em disfunção e como ele afeta a cadeia muscular a que está ligado.
Um exemplo é o diafragma, o principal músculo da respiração, que fica na linha das costelas. Quando ele está rígido, a pessoa passa a usar muito mais os músculos do pescoço e o trapézio, que deveriam ser apenas auxiliares da respiração. Por isso, às vezes, percebemos os ombros altos e tensionados.
Recomendo sempre fazer exercícios respiratórios para acalmar essa tensão. Eles ajudam a aliviar a dor cervical e até a dor nos ombros.
A terapia manual dói?
Essa é uma dúvida muito comum, e a resposta é não. O objetivo não é fazer você sentir dor. É encontrar o músculo em disfunção e repousar a mão sobre ele com um toque suave, lento e quente. Com movimentos ativos e passivos durante a sessão, o músculo começa a se reorganizar. Com o passar dos dias, o restante do corpo se reorganiza junto.
Quando o diafragma se solta, o corpo inteiro se ajusta
Quando o diafragma é liberado, o corpo se reajusta como um todo. A pressão na cervical e na lombar diminui, e os desconfortos se reduzem muito.
O tratamento é muito indicado para fibromialgia e para dores persistentes no quadril, no ombro e em outras regiões, principalmente quando outros métodos não deram resultado. Para resultados mais duradouros, o ideal é seguir o tratamento por pelo menos quatro sessões.



